
Normalmente, os tornados se formam associados a tempestades severas que produzem fortes ventos, elevada precipitação pluviométrica,e freqüentemente granizo. Felizmente menos de 1% das células de tempestade originam um tornado. Porém todas as grandes células convectivas devem ser monitoradas por sempre haver a possibilidade destas reunirem as condições necessárias para a ocorrência do fenômeno.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperaturas. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
Após tocar o solo, um tornado pode atingir uma faixa que varia entre 100 a 1200 metros, deslocando-se por uma extensão de aproximadamente 30 km (embora já tenham sido registrados tornados que se deslocaram por distâncias superiores a 150 km).
1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4–6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.Dentre as diversas classificações existentes para determinação da intensidade dos tornados, a escala Fujita é uma das mais aceitas, sendo utilizada desde 1971.[1] Entre os anos de 2000 e 2004 foram realizados estudos pela Texas Tech University com o intuito de desenvolvê-la e as alterações propostas foram colocadas em prática nos Estados Unidos em 1 de Fevereiro de 2007.
A Escala Fujita Melhorada (Enhanced Fujita Scale),[3][4] propõe novos métodos para melhor analisar e relacionar os danos causados pelos tornados e a velocidade dos ventos associados a ele. O tornado de Greensburg, Kansas (4 de Maio de 2007) foi o primeiro categoria 5 (EF5) analisado com esta nova metodologia.
Classificação
Velocidade dos ventos (km/h)
Largura da trilha (metros)
Comprimento da trilha (km)
Danos provocados
F0
65-115
3-20
0-2
Leves
F1
115-180
10-100
1-5
Moderados
F2
180-250
50-500
2-20
Fortes
F3
250-330
500-1000
5-60
Severos
F4
330-420
1000-2000
10-150
Devastadores
F5
420-530
2000-5000
10-500
Incríveis
(Escala de Fujita, com associação de outras características correlacionadas)
É importante salientar que a largura e o comprimento das trilhas não necessariamente estão dentro dos valores indicados na tabela, pois estes podem sofrer variações em função das particularidades do local de ocorrência do fenômeno.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.
Embora ainda não exista um consenso sobre o mecanismo que desencadeia o início de um tornado, aparentemente eles estão ligados a uma interação existente entre fortes fluxos ascendentes e descendentes que formam uma movimentação intensa no centro das nuvens carregadas que compõem as super-células tempestuosas.
Essas células normalmente formam-se devido ao contraste existente entre duas grandes massas de ar com diferentes pressões e temperaturas. Alguns locais do planeta estão mais sujeitos ao encontro desses contrastantes sistemas atmosféricos, como é o caso do meio-oeste dos EUA, ou o centro-sul da América do Sul.
Após tocar o solo, um tornado pode atingir uma faixa que varia entre 100 a 1200 metros, deslocando-se por uma extensão de aproximadamente 30 km (embora já tenham sido registrados tornados que se deslocaram por distâncias superiores a 150 km).
1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4–6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.Dentre as diversas classificações existentes para determinação da intensidade dos tornados, a escala Fujita é uma das mais aceitas, sendo utilizada desde 1971.[1] Entre os anos de 2000 e 2004 foram realizados estudos pela Texas Tech University com o intuito de desenvolvê-la e as alterações propostas foram colocadas em prática nos Estados Unidos em 1 de Fevereiro de 2007.
A Escala Fujita Melhorada (Enhanced Fujita Scale),[3][4] propõe novos métodos para melhor analisar e relacionar os danos causados pelos tornados e a velocidade dos ventos associados a ele. O tornado de Greensburg, Kansas (4 de Maio de 2007) foi o primeiro categoria 5 (EF5) analisado com esta nova metodologia.
Classificação
Velocidade dos ventos (km/h)
Largura da trilha (metros)
Comprimento da trilha (km)
Danos provocados
F0
65-115
3-20
0-2
Leves
F1
115-180
10-100
1-5
Moderados
F2
180-250
50-500
2-20
Fortes
F3
250-330
500-1000
5-60
Severos
F4
330-420
1000-2000
10-150
Devastadores
F5
420-530
2000-5000
10-500
Incríveis
(Escala de Fujita, com associação de outras características correlacionadas)
É importante salientar que a largura e o comprimento das trilhas não necessariamente estão dentro dos valores indicados na tabela, pois estes podem sofrer variações em função das particularidades do local de ocorrência do fenômeno.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.
LUIZ RICARDO MELLO
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